nota: ultima frase deve ser lida em tom de nostalgia e ironia exagerada.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Remate à trave...
nota: ultima frase deve ser lida em tom de nostalgia e ironia exagerada.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Sofrego sorriso entredentes...

Tal como a inflação, as relaçoes interpessoais estão, por consequencia directa, ligadas a um ciclo vicioso e viciado de mentiras e corrupções morais. Dou como exemplo os politicos, aqueles seres despresíveis de que a maioria das pessoas não gosta, (e com razão) devido às suas desvirtudes aparentes. Mas dando a volta a questoes dogmaticas, estas criaturas nao sao politicos que por consequencia profissional, se veem ligados à rede de manipulação, demagogia e promessas viciadas que sao tao comuns nessa classe. são pessoas com um cargo aonde simplesmente se expõe com relativa facilidade, a faceta mais hipocrita e tendenciosa, inerente à raça humana. Somos dissimulados por natureza, procuramos a sobrevivencia e a lei da selva mantem-se inalterada desde o inicio dos tempos apenas o nome se encontra desactualizado. ao invés de lei da selva, talvez chamar-lhe Leis da sobrevivencia contemporanea. O que somos afinal, é em parte, aquilo que nos deixam ser, o que escolhemos escolher, as mascras que usamos, e o que deriva dessas escolhas que, boas ou más, nao deixam de se encontrar condicionadas por tudo o resto que nos rodeia.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
"rise and shine" .. o cara***...

Existe, para todo o ser humano, uma hora do dia extremamente penosa, a hora do despertar. De olhos semi-serrados a passos atabalhoados pela casa, apoiamos as mãos nas paredes até que se recupere totalmente o equilíbrio vertical, a luz fere-nos os olhos, o chão frio, os pés descalços, e o espelho, esse fere-nos o ego, que parecendo mortos-vivos, poucas semelhanças temos com a pessoa, que, horas antes escovara os dentes no mesmo local. O sabor que se prende na boca, é algo de inexplicável, num misto de charutos secos de oferta de casamento e papel de jornal reciclado. o raciocínio toldado pela saudade da almofada, impede-nos de realizar as mais simples tarefas, desde abrir um pacote de leite sem derramar a colocar açúcar no café sem desperdiçar. Os bocejos constantes dificultam de sobremaneira a coordenação motora e a lentidão a que tudo isto se passa, raramente nos favorece a pontualidade. Tudo isto permite-me concluir que o ser humano não foi feito para cumprir horários. Estes foram pré-estabelecidos por uma sociedade doentia e todos concordamos, porque já assim o era quando nascemos. Ir de encontro às necessidades fisiológicas primárias de cada um é uma afronta à evolução e um insulto à Declaração Universal dos Direitos do Homem...
sexta-feira, 16 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
Ritinha e o pedestal...

Aglomerados de pais atropelam-se nos passeios adjacentes à Praça da Republica esperando a chegada dos filhos que, nos seus carros de curso, ostentam orgulhosamente a celebração do seu penúltimo ano de estudos.
Ritinha frequenta o curso de Psicologia, não reprovara um único ano e nunca terá deixado sequer uma disciplina para "trás", é como se costuma dizer, um exemplo para todos e o orgulho da familia.
O senhor e a senhora Gulhifontes, aguardam ansiosamente a chegada do seu rebento para a congratularem pelo excelente trabalho. Entre a barulheira dos estudantes eufóricos com a excitação da parada (e da bebida), la aparece Ritinha, descalça, meias completamente rasgadas, saia descomposta, e os três primeiros botões da camisa desabotoados, deixando ver o soutien branco em contraste com a sua pele morena. Na cabeça trazia a gravata o grelo em trança e uns óculos de sol cor-de-rosa que depressa tirou e colocou no nariz ao avistar os pais. De braços abertos e aos zigue-zagues esquartejava a língua portuguesa a torto e a direito, dando a impressão de estar a falar um dialecto exclusivamente seu.
Os pais perplexos, não compreendiam. O que se passaria com a sua querida filha, tão "atinadinha" tao "certinha e direitinha", como seria possivel encontrar-se naquele estado lastimável, o que diriam os avós se soubessem, e as pessoas meu Deus, se pessoas conhecidas a vissem. Em negação evidente, perguntam numa aflição, mais fingida que outra coisa, quem lhe havia feito mal. Rita olha para os dois (ou pelo menos parece olhar, não se percebe bem à custa dos ólculos de sol extremamente escuros e sujos de pó e cerveja) e num esgar entramelado arremessa um punhado de palavras das quais apenas se percebeu qualquer coisa como " a queima... vida... alcool... feliz..."
sábado, 10 de maio de 2008
Vários...
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Inquietações...

Sou torto pelas ruas direitas onde caminho. Não me evito, limito-e a ser tolerável comigo próprio.
O que se perde no fim, é o que nunca se teve, ou pior, o que nos tiram por afinidade...
Se me sentar num pensamento, embriago-me daquilo em que me sinto coberto. Nada mais é preciso. A necessidade por si só, é um sentimento desnecessário.
A lucidez atraiçoa. Que desapareça! Um dilacerar desassossegado de ideias é um comboio em linhas perpendiculares. A distancia que percorro é tão grande quanto o medo de alcançar o fim.
Se fujo, não me encontro. Se me encontro perco-me de mim.
Inquieto, sou sombra. Ser volátil é ter em si universos de estrelas em decadência.
Percorrer um trajecto não é mais que um passeio pela existência.
Sinto a rugosa angustia de respirar angustiado. Nela, pairo um pouco acima do que seria suposto pensar.
Não me vejo, pois sou foco insípido de transparência embaciada. Nisto, faço o que bem me diz o vento.
A manha raia de sol nos recantos da minha alma nocturna. Fecho os olhos e adormeço entre um clarão e outro.
Se fosse pintor, pintaria o preto de branco, e o tudo, de coisa alguma. Gostaria de tornar as coisas inversamente desiguais.
Se um passo é um começo, não passo de um começo à beira-mar, dividindo-me em metades que não se conjugam. Um passo de cada vez torna a vida enfadonha.
Deixo-me agir enquanto o pensamento dorme. Enquanto divago, destruo a acção e morre a quietude de um sossego.
O tempo é a dimensão do agir.
Se sinto, é-me vago. Se sou, não existo. De tudo o que possa fazer, deixo-me ir.
Balanço entre um e outro sem grande inquietação...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Fernando, o domador de dentes-de-leao
Por fim, la encontrou maneira de ganhar dinheiro fazendo apostas multiplas numa feira gastronomica em como conseguia beber as 2 pipas e meia em 3 horas e 48 minutos, conseguindo somar a quantia de 4587 euros e 7 centimos usando-os (7 centimos) para comprar uma trinca numa fartura. Feliz da vida, como ja so lhe faltavam 4414 para os 9001 euros da entrada da prestaçao do circo, aposta tudo numa corrida de porcos perto de sao pedro de moel. O porco de nome Zatarra, no qual Fernando apostou todo o seu dinheiro, (na verdade era uma porca), vencendo o campeonato com distinção, deu-lhe a possibilidade de concretizar o seu sonho.
Actualmente, Fernando é o proprietário de uma das mais prestigiadas cadeias de circos de dentes-de-leao do mundo. Casou-se com Elvira (a senhora de 69 anos que lhe passava a roupa a ferro) e teve 4 filhos homens, todos ilegitimos.
Zatarra foi abatida, após ter perdido o campeoato do ano seguinte devido á gravidez, foi servida aos apostadores como cortesia pela perda do investimento, mas nao antes de dar a luz 7 leitoes, dos quais 1 morreu á nascença, 5 foram vendidos prós lados da mealhada e o ultimo, seguindo as pisadas da mae, apesar de nao ter uma pata, consagrou-se campeao internacional na categoria paraolimpica "three feet".
Smile VS Pac Man
Andava eu aqui perdido por devaneios quando me atravessa na ideia um paralelismo bastante curioso.. Não é que o Smile e o Pac-Man são exactamente a mesma coisa!?... Uma bola amarela personificada, boca e olhos. Um sorri, o sonho americano, felicidade e prosperidade. O outro come fantasmas e é japonês, o que até acho normal se tivermos em conta a gastronomia do país, ... (???) A sua alegada criação tem um espaçamento de 20 anos, tendo sido o Smile, o primeiro a surgir. Normal, país de vanguarda, progresso, etc.. Depois temos o Japão, com aquela relação de longa data, não muito amistosa, com os americanos. Não estando, no entanto, imunes às suas influencias culturais. Pode ser injusto para o senhor que criou o Pac-Man mas, para mim, é no mínimo suspeito...
Já agora, inicialmente chamava-se "puck-man" mas tiveram de adaptar para "pac" quando venderam os direitos do jogo a uma empresa americana, à custa das mentes perversas. Um "p" troca-se facilmente por um "f", eu paso a vida a faze-lo, e é chato, podass...
